O LIONS É UM “CLUBE DE SERVIÇO”
E NÃO UM “CLUBE BENEFICENTE”
PDG MJF ANTONIO DOMINGOS
ANDRIANI (*)
A questão é incontroversa e está
universalmente sacramentada: o Lions é
um “CLUBE DE SERVIÇO” e não um “Clube Beneficente”.
O
conceito de “Clube de Serviço” refere-se a organizações de voluntários
dedicados a melhorar suas comunidades por meio e projetos humanitários e
sociais, enquanto um “Clube Beneficente” (ou entidade beneficente) foca
na prestação direta de auxílio e assistência social a grupos vulneráveis.
Portanto,
as principais diferenças entre Clubes de Serviço (como o Lions) e Clubes
Beneficentes residem no foco da atuação, no envolvimento dos seus membros e no
reconhecimento legal.
Seus
foco e abrangência são distintos: Os
Clubes de Serviço possuem um foco amplo em serviço comunitário e
liderança. O objetivo não é apenas dar
assistência, mas identificar carências nas comunidades e mobilizar recursos
para resolvê-las. São, geralmente,
ramificações de organizações globais com causas estruturadas. Já os Clubes Beneficentes tem como foco
primário a caridade e assistência direta.
Suas ações costumam ser voltadas para a arrecadação de fundos ou doação
de bens para indivíduos ou instituições (como orfanatos e asilos), muitas vezes
em nível local ou regional.
O
envolvimento dos seus membros (associados) também é diferenciado. Os Clubes de Serviço enfatizam o voluntariado
ativo e o desenvolvimento de habilidades de liderança. O lema do Lions, por exemplo, é “Nós
Servimos”, indicando que seus membros devem colocar a “mão na massa”
na execução dos seus projetos globais.
Já os Clubes Beneficentes podem funcionar de forma mais passiva, onde o
papel principal dos seus membros é o apoio financeiro ou a organização de
eventos para arrecadar fundos, sem necessariamente exigir o desenvolvimento de
liderança ou uma estrutura hierárquica internacional.
Com
relação à estrutura e governança, a distinção também é significativa. Os Clubes de Serviço possuem estrutura
altamente padronizadas e internacionais.
Existem regras rígidas de governança, reuniões periódicas obrigatórias e
uma hierarquia que vai do clube local ao nível internacional. Os Clubes Beneficentes frequentemente são
autônomos ou ligados a entidades religiosas ou de classe. Eles têm maior flexibilidade em suas regras
de funcionamento e não costumam prestar contas a uma federação global.
No
que tange ao reconhecimento legal e objetivos também existe acentuada
diferenciação. Os Clubes de Serviço são
organizações sem fins lucrativos focadas no bem-estar público geral, muitas
vezes atuando em órgãos internacionais como a ONU-Organização das Nações
Unidas. Já os Clubes Beneficentes, como
aqui no Brasil, muitas vezes são registrados como associações ou fundações com
o fim específico de filantropia, visando suprir necessidades imediatas de
populações vulneráveis.
Existe,
ainda, um outro aspecto que precisa ser considerado: ainda existem muitos Lions
Clubes que estão descaracterizando sua atuação e se transformaram em
verdadeiros clubes beneficentes.
O
Lions é, por definição, uma organização de serviço comunitário. Isso significa que o foco principal é o
trabalho voluntário direto. Seus
associados identificam uma necessidade local e dedicam seu tempo e esforço
pessoal para resolvê-la (por exemplo: realizar exames de acuidade visual nas
escolas). Um Lions Clube serve como uma
incubadora de líderes comunitários que se envolvem na governança e execução de projetos. O objetivo é o empoderamento da comunidade
por meio da participação ativa.
Quando
um Lions Clube se descaracteriza ele passa atuar prioritariamente como uma
entidade arrecadadora de fundos ou doadora.
O foco muda da ação direta para a doação financeira ou de bens (por
exemplo: apenas entregar cestas básicas ou assinar cheques para outras
entidades. Seus associados tornam-se “mantenedores”
ao invés de voluntários ativos. O clube
passa a atuar como uma entidade filantrópica privada. A perda da identidade do Leão ocorre porque o
convívio e o serviço – pilares do nosso movimento -, são substituídos por uma
relação puramente monetária com a causa.
E por que ocorre a descaracterização?:
1) Clubes com associados em idade avançada podem ter dificuldades
físicas para ações de campo, optando por doações financeiras; 2) É mais fácil arrecadar dinheiro do que
organizar e executar um projeto de serviço complexo; 3) O clube passa a priorizar jantares e
festas de confraternização, esquecendo que o evento é o meio, e não a
finalidade do Lions.
Para
manter a essência, Lions Internacional incentiva que os Lions Clubes atentem
para suas Causas Globais (Visão, Fome, Meio Ambiente, Câncer Infantil, Diabetes
e as demais), priorizando projetos que exijam a presença e o suor dos
associados na linha de frente.
Cabe
a cada um de nós fazer com que nossos clubes deixem de ser “Clubes
Beneficentes” e se transformem em VERDADEIROS CLUBES DE SERVIÇO.
Um
fraterno abraço leonístico a todas e a todos.
(*) Associado do Lions Clube de Ribeirão
Preto-Jardim Paulista (LC-6)
Ex-Governador 1997-1998 do
Distrito L-17 (atual LC-6)
Membro da AGDL-Associação dos
Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil
Confrade do APLIONS-Apaixonados
por Lions
E-mail: andriani.ada@gmail.com
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